Como NÃO Engajar o Seu Leitor

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No nosso último post sobre storytelling falamos um pouquinho sobre o começo das histórias e sobre algumas técnicas para engajar o leitor. Mas, como saber o que NÃO fazer é tão importante quanto saber o que fazer, hoje vamos dar uma olhada naquilo que você deve evitar ao iniciar o seu livro (na verdade você deve evitar essas coisas sempre, mas principalmente nos inícios).

 

  1. História Pregressa

Eu sei. Eu sei. Você investiu meses e meses na criação dos personagens. Criou toda uma árvore genealógica, intrigas familiares, acidentes, traumas e heranças que trouxeram suas criações até o momento no qual seu livro começa. É provável que também tenha investido mais um monte de tempo na construção do cenário, com leis da física próprias e toda uma sociologia que faz do seu mundo algo único e inovador.

Eu sei. Você sabe. Por enquanto, isso é o bastante.

Não seja daqueles escritores que vão com muita sede ao pote e vomitam informação já no primeiro capítulo do livro. Calma. Você terá centenas de páginas para deixar a sua criação brilhar. Lembre-se que você não está escrevendo uma enciclopédia, mas uma história.

Sendo assim, comece onde começa a sua história. Deixe o passado no lugar dele.

  1. Descrição e Mais Descrição

Se tem uma coisa que mata a vontade de ler é um livro com excesso de descrição!

Descrições são importantes, claro, mas há uma forma adequada de lidar com elas e isso normalmente envolve inseri-las no meio da ação. Aquele estilo antigo de descrição dura, loooooonga e puramente informativa é cada vez menos usada. E por um bom motivo: não é mais necessária.

Nós fomos criados na era da informação. Lidamos com excesso dela todos os dias. Qualquer dúvida que a gente possa vir a ter quanto a algo desconhecido, basta uma rápida consulta no Google e pronto. Não há mais razão para gastar três páginas descrevendo todos os detalhes de uma floresta de coníferas. Tenha em mente que as pessoas estão menos pacientes e um excesso descritivo provavelmente vai conseguir apenas irritá-las.

Eu já falei sobre esse assunto anteriormente e, se você quiser ver uma análise prática do assunto, é só clicar AQUI (recomendo a leitura)!

  1. Ação Sem Motivo

Começar com ação é sempre interessante. Isso movimenta a história e nos mostra coisas sobre os personagens (afinal, atos falam mais do que palavras). O ritmo acelerado pode empolgar o seu leitor e fazê-lo avançar pelas primeiras páginas de um jeito fluido e natural.

Porém, cuidado com a armadilha.

Alguns escritores, na ânsia de animar o leitor já no início da história, acabam criando situações cheias de movimento, mas esquecem de dar uma razão a elas.

Quantas vezes você já viu uma cena de ação acontecer e depois descobriu que ela em nada agrega à história? Não revela coisa alguma? Não desenvolve os personagens? Não tem a menor ligação com a trama? Frustrante, não é?

E o pior é que não há necessidade de fazer isso. Basta refletir um pouquinho sobre a sua estrutura que eu tenho certeza que ideias para cenas de ação relevantes vão aparecer.

E você, consegue lembrar de alguma vez em que pensou em ler um livro e desistiu por causa de um início problemático? O que chamou a sua atenção? Essa reflexão é uma ótima professora, então que tal uma visita à livraria? ;]


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