O que escrever um livro tem a ver com autoridade?

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Você já parou pra pensar na origem do termo Autoridade? Vem do Latim, Auctus, particípio passado de Augere, que quer dizer “fazer crescer”.

Ou seja, se você era uma pessoa que contribuía, tornava as coisas maiores e melhores, você era visto como detentor de uma certa autoridade.

Você se destacava entre os seus pares.

Não à toa esses termos latinos também originaram outra palavrinha: Autor.

Claro, afinal de contas, um autor é alguém que contribui ao compartilhar seus conhecimentos e visão de mundo. Ele cria coisas, ele torna a sociedade ao redor melhor ao fazer nossas mentes crescerem.

Desde então as ideias de Autor e Autoridade caminham lado a lado. E a pessoa que consegue se expressar na forma escrita – gerando volumes de conhecimento que não apenas ajudam as pessoas neste exato instante, mas também preservam a sabedoria para o futuro – desfruta de uma imagem diferenciada.

Se o cara escreve um livro, é porque ele realmente deve ser fera naquele assunto sobre o qual ele fala, não é mesmo?

Sabemos que nem sempre é o caso e muitas vezes alguém pode escrever um monte de abobrinhas, mas fato é que a nossa percepção sobre um autor é diferente. Nós olhamos pra ele com admiração.

Por que isso?

Em primeiro lugar, porque a grande maioria dos autores realmente contribui. Eles dividem suas experiências e o conhecimento acumulado ao longo de uma vida, eles encurtam caminhos, tornam coisas difíceis mais fáceis. Eles ajudam. Eles entregam valor.

Imagine como o mundo seria muito mais atrasado se lá atrás alguns carinhas não tivessem decidido registrar suas descobertas em tábuas de argila, depois papiros e, finalmente, em livros. Pois é.

Além disso, o próprio objeto livro emana um ar de respeito. Qualquer um que olhe pra um livro sabe que aquilo é valioso. Experimente assistir alguém atear fogo em um livro e note como algo parece se contorcer no seu íntimo.

Perceba também como temos respeito por quem lida com livros. Se o cara é um leitor voraz, nós deduzimos que ele deve ser uma pessoa inteligente, com bom vocabulário, de pensamento rápido e que tem capacidade de concentração.

A leitura é vista como algo a ser alcançado e valorizado.

Você devia ser como a sua irmã e ler mais.

Desligue a TV e vá ler um livro.

Em algum momento da vida você já deve ter se deparado com frases desse tipo.

Essa última aliás, é clássica. Nós vemos críticas constantes a quem gasta tempo demais nas redes sociais ou então em frente à TV, mas é provável que a gente nunca escute alguém criticar outro por ler em excesso.

Você devia ler menos, isso faz mal pra você.

Sério, você consegue imaginar alguém dizendo isso?

Eu também não.

Mas aonde quero chegar com isso?

Simples.

Acompanhe meu raciocínio…

Um autor é alguém visto com um certo status porque cria algo de valor, certo?

Livros são objetos de conhecimento que emanam sua própria aura de autoridade.

Leitores são respeitados por sua habilidade de ler livros.

Então o que será que acontece quando um autor gera valor ao transmitir o seu conhecimento CRIANDO um livro?

BOOM!

Estamos falando aqui de outro nível de autoridade.

Sim, pois escrever um livro não é tarefa fácil. Você precisa ordenar as ideias em uma sequência lógica, depois usar de palavras e conjugações verbais infernais para transmitir algo por meio de centenas de páginas.

Envolve esforço, dedicação e coragem.

Mas, se você for bem sucedido na tarefa, pode ter certeza que a distância entre AUTOR e AUTORIDADE fica bem mais curta.

Escrever um livro é um dos caminhos mais concretos para se estabelecer como uma autoridade dentro da sua área de expertise. É por isso que vemos caras que já têm sucesso e dinheiro – como o Érico Rocha, por exemplo – fazendo questão de publicar. Porque, se eles conseguem escrever um livro, se são capazes de ordenar seu conhecimento dentro daquele formato, então é porque realmente são mestres e merecem a verdadeira autoridade.

Certo, Nano, já entendi. Se eu quiser ser visto como autoridade devo pensar seriamente em escrever um livro, mas me diz como diabos eu faço isso!

Existem muitas formas para se escrever, mas uma ferramenta que me ajudou muito enquanto eu criava a minha série de ebooks foi o bom e velho storytelling.

Peraí, peraí, peraí. Eu não quero contar uma história. Eu quero escrever um livro de não-ficção, cara.

Eu sei. Mas acredite quando digo que o storytelling vai te ajudar nisso também. Afinal, tudo são histórias.

Para começar, o conhecimento em storytelling já te ajuda a se apresentar ao seu leitor. Ao mostrar um pouco da sua história de vida você cria uma conexão muito mais forte do que simplesmente jogando informações sobre o seu currículo (não é à toa que o Instagram e o Facebook são mais divertidos que o Linkedin). Você se mostra como uma pessoa real.

Um livro, afinal, é o resultado da sua própria jornada. De tudo o que você precisou superar e aprender até chegar naquele ponto… onde finalmente escreve uma obra para ajudar outros que estão passando pelo que você já passou um dia.

E se você teve uma jornada, quer dizer que pode ordená-la e torná-la mais compreensível, memorável e agradável, como uma trama em um romance.

Não esqueça também que o seu leitor tem uma jornada própria. Por algum motivo ele precisa dos conhecimentos que você vai colocar no seu livro. Entender esse motivo é crucial para dialogar com ele de forma agradável, para carregá-lo ao longo da escrita sem que ele desanime ou desista.

E para entender os motivos do seu leitor, você precisa entender a história dele.

Ao conhecer as técnicas de storytelling você consegue enxergar a própria jornada e a jornada do seu leitor de uma forma muito mais clara, dividida em atos, como toda boa história. Isso ainda permite que você estruture o seu conhecimento de forma lógica e natural. Até porque a mente humana está formatada para compreender a realidade por meio da estrutura de histórias.

Entende como o storytelling vai muito além da ficção?

Ele é uma ferramenta que ajuda a ordenar a própria forma de pensar, nos possibilita visualizar o caminho a se percorrer e a organizar o caminho que já percorremos.

Se a autoridade é o seu destino, o livro é o meio certo pra chegar lá… mas o caminho passa pelo storytelling.

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