O Zen e a Arte da Escrita

Esse pequeno, mas belo livro do Ray Bradbury (autor da obra-prima Fahrenheit 451) não traz técnicas ou dicas ou fórmulas ou estruturas. Ele não disseca o ofício da escrita nem fala sobre questões intelectuais dessa nossa paixão. Mesmo assim, é um livro que recomendo para todo mundo que é ou quer ser escritor.

A obra é curtinha, fácil de ler e está recheada de sabedoria e passagens inspiradoras. Dá uma injeção de ânimo e faz você se apaixonar mais ainda por essa coisa de sentar na cadeira, abrir um caderno e criar um universo.

Olha só esse trecho:

Se você não escrever diariamente, os venenos se acumularão e você começará a morrer, ou a enlouquecer, ou ambos. É preciso se embriagar da escrita para que a realidade não o destrua.

Ou esse:

Se você está escrevendo sem entusiasmo, sem prazer, sem amor, sem alegria, você é apenas meio autor.

E que tal esse?

Na hesitação está o pensamento. Na postergação surge o esforço por um estilo, em vez do mergulho na verdade, que é o único estilo que vale uma queda mortal ou uma caçada ao tigre.

Ou ainda esse:

Quando uma pessoa fala do próprio sonho com o coração, nesse momento de verdade, ela fala poesia.

O livro é todo recheado com essas pérolas, então pare de ler esse post e vá logo se jogar nesse pequeno tesouro. Prometo que você se sentirá revigorado!

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